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O verão de 1976
Sol, mar, areia e Vinho Verde

O verão de 1976 marcou a minha primeira viagem ao sul da Europa e deixou uma impressão que nunca se desvaneceu.
Para mim, um adolescente holandês, Portugal parecia maravilhosamente diferente de tudo o que eu conhecia. Um grande grupo de nós ficou alojado no Campismo Municipal da Figueira da Foz, onde a vida girava em torno do sol, da amizade e da emoção de estar longe de casa.
Todas as manhãs, dirigíamo-nos ao Café Nau para tomar café e torradas e, em seguida, seguíamos para a enorme praia, que se estendia por uma extensão tão grande que parecia não ter fim. Passávamos longos dias despreocupados a nadar no Atlântico, a brincar na areia e a aproveitar o calor que parecia tão diferente de um verão holandês.
Ao cair da noite, dirigíamo-nos aos animados bares ao longo da orla marítima. A música, o riso e o ambiente descontraído criaram memórias que permanecem comigo há meio século.
Foi também durante uma dessas noites, na Cervejaria Sagres, que conheci o Vinho Verde. Leve, fresco e ligeiramente espumante, era diferente de tudo o que eu já tinha provado antes. Adorei-o naquela altura e continuo a adorá-lo hoje. Ainda hoje, abrir uma garrafa transporta-me instantaneamente de volta àquelas semanas mágicas na Figueira da Foz, lembrando-me da juventude, da amizade e daquele verão inesquecível em que Portugal conquistou o meu coração pela primeira vez.
